Caso tu não retornes Coração baterá fora dos conformes Volte! E outra vez não tornes Fora, de por mim, não dormes Par comigo sempre formes Conectados feito bornes Quero sempre o que queres Sei que errei, peço que ponderes Venha! Assim que puderes Minhas forças à ti, tão entregues Esperando, logo, que regresses Que não haja mais reveses
A favela é uma flor Que o sol quente cultiva Uma companheira antiga De infortúnio sertanejo Precisa ter molejo de topar o desgosto De encontrar com a urtiga Que não dá nem encosto Nem sombra Nem se deixa tocar A coceira é uma lombra Traiçoeira e infeliz Que nem trair, é só começar Como o ditado diz A experiência é horrível O esporão adentra a pele Basta que na folha rele Fere de forma terrível Favor não fazer confusão Tem favela, tem urtiga e tem cansanção Qualquer uma é capaz Com o estrago que faz De arrancar o couro do cristão Triscou no vivente, ardeu Uma boca de espinho que mordeu Quem era menos bruto, tremeu O poeta viu, descreveu A favela venceu
— Oi, esse coco — Que coco tem? — De imbolada — Imbola quem? — Eu e a nega — Isso num chega? —Tá pouco ainda — Quero imbolá — Seja benvinda — Cadê o coco? — Na imbolada — Pra embalá — Eu e você — Só quero é vê — Tu me dizê — Pra onde vai? — O entra e sai — Desse chamego — É que teu nego — Num toma jeito? — Tá c’um vontade — E a liberdade? — Se faz agora — A gente tora — Essa corrente — Q’ainda prende —Nosso pescoço — Lá vem o coco — Deixa imbolá —Vamos pra cama — Se embalá — Diz que me ama — Sou de amar
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