LACRIMAIS
Choram tristes
Os meus versos vagabundos
Na ausência de boemia
Sem querer rimar realidade
Coisa assim sem novidade
Trovas de impossibilidade
Mundo a dentro vão
Procurando poesia
Mas sempre voltam embriagados
E deitar-se vão, arretados
Por não encontrar alegrias pra rima
E enquanto gritam pra que acordem
Os meus versos choram
Por essas noites pálidas, de esperanças ávidas
E palavras ásperas
Tais realidades trágicas
Desolam os meus versos
Que, embora vivos, terminam em lágrimas
Hasb, SSA, 1991
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