ISTRADA DO DESTINO

 

Ele sempre acordava dizeno:

“– vô imbora pra São Paulo!”

Poucos lhe davam importância

O desemprego

A seca na roça

E a falta de perspectivas lhe atormentava o sono

Até que chegou o dia

Choro da mãe e do pai

Soluções da vó e da tia

“— Adeus, minha terra,

Adeus meus amigos

Até quem sabe, oto dia.

Se num fosse no último caso

Agaranto que num partia”

Foi-se embora pra São Paulo

Pegou um pau-de-arara

E até hoje num voltô

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