IMERSO ABRIGO ( meu amigo Pemba)
Penso que algum dia
Só alegria
O Pó de Pemba vai acordar
Dessa imersão
São e sano pra relembrar
Aqueles rolês de caminhão
De Sapopemba pra Estrada do Sabará
No caminho a gente passa na Vila Rica
Pra saber daquela bronca:
-Como é que fica!
A cuica ronca
Nois não é comédia
Balconista de lanchonete
É quem sabe fazer média.
Fumando altos baseados
Fumaceira na boleia
Altas viagens, viajando nas ideia
Pó de Pemba dormiu
Só que ninguém sabe se tem sonhado
Mas também não está acordado
Que será que ele viu?
Perdeu o contato com a realidade
Nas loucuras profundas da serenidade
Já está acostumado
Em olhar pra lugar nenhum
Onde ninguém sabe
Onde não tem sinal algum
Onde conversar não cabe
Meu amigo está vivo, mas não vive
De alguma forma sobrevive
Cabe-nos acreditar
Desse imerso abrigo
Pode um dia voltar
E mesmo que não volte
Será sempre o meu amigo
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